Descansemos um pouco!

Imaginemos um pai que pela primeira vez segura seu filho em seus braços. A criança adormece nos braços de seu pai. E o pai esquece todas as preocupações daquele dia. Ele não se lembra mais do peso da fadiga que curvava seus ombros. A criança adormece nos braços de seu pai e o coração do pai fica maravilhado. O abandono de seu pequenino em seus braços, essa confiança da criança que se lhe entrega inteiramente, comove profundamente o pai. Este pequenino sem resistência, sem defesa, toca-o no mais íntimo de seu coração. Aquela criança desperta, nas profundezas de seu pai, uma ternura inexprimível. Diante de seu pequenino, o coração do pai exulta e vibra de alegria.

By Dom Martinho do Carmo OSB, ago

Multidão abatida, povo restaurado

Hoje, duas palavras ressoam em nossos ouvidos e devemos ouvi-las muito bem – especialmente aqueles que estão impossibilitados de participar presencialmente da celebração Eucarística –, pois o Senhor acaba de nos dizer que, se ouvirmos a sua voz, seremos sua “porção escolhida”, seu bem mais precioso.

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Louvor e Mansidão

Temos no texto duas palavras de Jesus que indicam os sentimentos que habitam o coração do Cristo e, portanto, conduzem-nos a entrever o mistério do coração de Deus e a deixar que Ele modele o nosso próprio coração.

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Um passo após o outro

Celebramos hoje a Solenidade da Anunciação do Senhor, e fazemos memória ao dia em que, em Nazaré, na intimidade de sua casa, Maria fez- se interiormente disponível à Palavra de Deus. Que este Mistério, que essa postura de Maria, possam nos ensinar algo com relação ao difícil flagelo que a humanidade enfrenta atualmente.

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Et ne nos Inducas in Tentationem…

Ele não tem pecado! O Verbo feito carne, o Filho de Davi, o Santo de Deus não pode pecar! Jesus de Nazaré é santo, da santidade do próprio Deus. Tudo o que ele é e tudo o que faz é santo. Da parte do pecado nada pode atingi-lo. Ele não pode querer o pecado, embora possa padecer sob o pecado de outros, mas também pode tirar o pecado como um cordeiro imaculado. Mesmo assim, diz-nos o Evangelho, Ele foi tentado como nós e por nós, para nossa instrução e nossa libertação. Mas, o que significa “tentação”, na vida de Jesus e nas nossas vidas? Este é um dos mistérios que a liturgia de hoje pode nos revelar.

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Amar é cumprir a Lei

Jesus, na montanha, ensina seus discípulos os mistérios do Reino de Deus. Seu discurso, inaugurado pelas bem-aventuranças, propõe a seus ouvintes uma nova imagem do Deus único, e os conduz ainda mais longe na compreensão do desígnio benevolente de Deus. Ele constrói seu ensinamento com uma série de antíteses baseadas no mesmo modelo: “Vós ouvistes o que foi dito… Eu, porém, vos digo…”. Jesus, portanto, prepara seus interlocutores para algo novo.

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