Um passo após o outro

Celebramos hoje a Solenidade da Anunciação do Senhor, e fazemos memória ao dia em que, em Nazaré, na intimidade de sua casa, Maria fez- se interiormente disponível à Palavra de Deus. Que este Mistério, que essa postura de Maria, possam nos ensinar algo com relação ao difícil flagelo que a humanidade enfrenta atualmente.

Et ne nos Inducas in Tentationem…

Ele não tem pecado! O Verbo feito carne, o Filho de Davi, o Santo de Deus não pode pecar! Jesus de Nazaré é santo, da santidade do próprio Deus. Tudo o que ele é e tudo o que faz é santo. Da parte do pecado nada pode atingi-lo. Ele não pode querer o pecado, embora possa padecer sob o pecado de outros, mas também pode tirar o pecado como um cordeiro imaculado. Mesmo assim, diz-nos o Evangelho, Ele foi tentado como nós e por nós, para nossa instrução e nossa libertação. Mas, o que significa “tentação”, na vida de Jesus e nas nossas vidas? Este é um dos mistérios que a liturgia de hoje pode nos revelar.

Amar é cumprir a Lei

Jesus, na montanha, ensina seus discípulos os mistérios do Reino de Deus. Seu discurso, inaugurado pelas bem-aventuranças, propõe a seus ouvintes uma nova imagem do Deus único, e os conduz ainda mais longe na compreensão do desígnio benevolente de Deus. Ele constrói seu ensinamento com uma série de antíteses baseadas no mesmo modelo: “Vós ouvistes o que foi dito… Eu, porém, vos digo…”. Jesus, portanto, prepara seus interlocutores para algo novo.

O Sal e a Luz do Mundo

Na vida, o que mais precisamos, além do indispensável alimento cotidiano, é de uma boa palavra, uma dessas palavras que são ditas no momento certo e que iluminam a vida. Uma dessas palavras que nos dão coragem quando ela mais falta. Hoje Jesus nos diz essa palavra. E para nossa grande surpresa, Jesus nos declara: “Vós sois o sal da terra! Vós sois a luz do mundo!” (Mt 5,13.14).

Torna-te aquilo que tu és!

Jesus vai em direção a João, um homem entre homens, misturado com essa multidão que aflui para o Rio Jordão. Jesus vai até João a fim de ser batizado, seguindo aquelas pessoas que faziam penitência. Mas João quer impedi-lo: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” De fato, por que esse batismo de água do qual Jesus não tem necessidade?