As Núpcias do Cordeiro

Hoje, no Jordão, acontece uma nova manifestação da divindade de Jesus: o céu se abre e o Espírito Santo, em forma de pomba, permanece sobre ele, ao mesmo tempo em que se ouve a voz do Pai: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer” (Mc 1,11). Hoje é o próprio Pai e o Espírito Santo que nos manifestam o Salvador. É Deus mesmo que nos revela quem é Jesus: seu Filho amado. E n’Ele todos nós também o somos e participamos deste mesmo amor trinitário!

A Estrela da Fé

Neste ano de 2021, recebemos esta página com uma atenção muito particular: nas dificuldades e incertezas que vivemos, encaixa-se perfeitamente a pergunta dos Magos: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?” Onde está Deus? Viemos aqui e gostaríamos de adorá-lo, mas não sabemos onde ele está. Somos, portanto, irmãos e irmãs, hoje convidados a considerar esta aventura dos Magos, não como uma simples anedota, nem mesmo como apenas o cumprimento de uma profecia, mas como uma imagem de nossa própria vida espiritual.

Anunciação

Não Temas

Ao situar o mistério da Anunciação no último domingo do Advento, a Igreja sublinha que não se trata simplesmente de uma festa mariana, mas que a Anunciação é um dos momentos fundamentais da Encarnação de Deus em Jesus Cristo, mistério que nos trouxe a salvação.

“Onde está Deus?”

Hoje, neste primeiro domingo do Advento, junto com toda a Igreja começamos a percorrer um novo ano litúrgico. Entramos, portanto, em dias de especial expectativa, renovação e preparação. Tempo de esperança, tempo no qual se renova em nossos corações a lembrança da primeira vinda do Senhor, em humildade, e se renova o desejo de sua volta em glória e majestade.

Deus ou César?

A liturgia de hoje nos propõe uma reflexão sobre o lugar de Deus em nossas vidas: “Dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Seria uma oposição de valores? Ou será que Dar a César o que é de César, na verdade, nos ajuda a melhor dar a Deus o que é de Deus?

A “Profissão” de Maria

“Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38). Esta frase de Maria ao anjo enviado por Deus, poderia ser definida como a “Profissão de Maria”. De fato, foi neste momento que a Virgem compreendeu e aceitou com total liberdade a vocação que Deus tinha escolhido para ela. Uma vocação que não é comum: uma vocação à virgindade, na obediência e na pobreza, chegando ao ponto de fazer a fecundidade de toda a sua vida depender unicamente daquele chamado, daquelas palavras, daquela inspiração.

Duas barras de chocolate…

O Evangelho é sempre surpreendente. Dois domingos atrás ouvimos Jesus dizer a Pedro: “tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19); hoje é dito à comunidade dos discípulos: “tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” (18,18). Em outras palavras, o “poder das chaves do Reino” que foi conferido a Pedro, está aqui investido à toda a Igreja. Assim, é por meio da “correção fraterna”, desde que esta realmente esteja dentro da misericórdia divina, que podemos, também nós, “ligar e desligar” a nós e nossos irmãos no Reino dos Céus.

Assunção de Maria

Podemos dizer que a história da humanidade descrita na Sagrada Escritura teve um começo muito ruim. Deus criou o homem para a eternidade, para a vida e para a incorruptibilidade. O homem e a mulher deveriam participar da própria glória de Deus. Eles não deveriam ter conhecido a morte. Mas eis que, por meio do pecado de Adão, eles conheceram a morte, a destruição e a corrupção. Mal começou, e o projeto de Deus já parece ter falhado. Será que o plano de Deus para Adão e para todo ser humano era então grandioso demais?