Apresentação

É a Cristo que os monges querem dar o primeiro lugar quando cantam os Salmos na liturgia, quando se tornam disponíveis à acolhida de hóspedes, ao trabalho e ao serviço da comunidade, e quando estão atentos a todas as angústias humanas que tentam aliviar por meio de suas orações e da escuta àqueles que nos procuram.

A oração na igreja ao longo de todo o dia, chamada de “Ofício Divino”, é um tesouro que o monge se alegra em celebrar com aqueles que vêm ao mosteiro por algumas horas ou alguns dias. O canto gregoriano nas missas, e os hinos e salmos em língua portuguesa no Ofício Divino são o tecido do louvor monástico no Mosteiro da Transfiguração.

O interior do mosteiro em si – que chamamos de clausura –, lugar da vida da comunidade, não pode ser visitado. A atmosfera de silêncio ali preservada é necessária para a vida monástica, que comporta certa restrição em seus contatos com o exterior. Entretanto, a acolhida e a atenção às realidades contemporâneas permanecem sendo parte essencial da espiritualidade beneditina: esta é a dimensão que este site gostaria de honrar.

Acreditar na Vida

Ele quis! Ele esperou por isso desde o pecado das origens, desde a criação, talvez desde toda a eternidade, este momento de definitiva vitória sobre o mal, este instante em que sua criatura tornar-se-á tão bela quanto possível à sua imagem. Os profetas falaram sobre isso, as Escrituras o anunciaram, viria o dia em que todo o mal e todo o pecado, e até mesmo a morte, seriam vencidos. O que Deus quer não é a morte, mas a vida. Ele não quer o pecado nem a condenação, mas perdão e salvação. É a Misericórdia que ele deseja e a realiza por meio de seu amado Filho Jesus Cristo. E eis que, nesta manhã de Páscoa, de uma vez por todas, a miséria dos homens, a condenação, são superadas pela ressurreição daquele que amou até o fim.

O Maior Sinal de Amor

Caros irmãos e irmãs, Jesus hoje se despede dos discípulos celebrando a páscoa judaica. Mas, fazendo isso, Ele une seu drama pessoal à história sagrada de seu povo. Seus gestos fazem disso memória e renovam profundamente sua validade: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória” (1Cor 11,25). Abrir a celebração do Tríduo Pascal em nosso contexto tão estranho e até opressor de pandemia, é também unir o nosso drama ao de Jesus, ecoando o drama dos Hebreus – oprimidos e depois confinados em suas próprias casas – quando a morte causada pela “praga exterminadora” passava e atingia os primogênitos egípcios, mas que, enfim, foram libertos pelo poder de Deus.

O Templo do Corpo de Cristo

Envolver-se com comércio sob o pretexto de adoração é literalmente profanar o lugar santo, zombar de seu caráter sagrado, em suma, é cometer sacrilégio. Este templo, havia sido explicitamente aprovado por Deus, e é por isso que a palavra do salmo 69 se aplica a Jesus: “O zelo por tua casa me consumirá”, palavra que ilumina toda a passagem.

Mosteiro da Transfiguração

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